RUNAS

(The Elder FUTHARK)

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domingo, 27 de março de 2016

Coelhinho da Páscoa: qual a origem dessa tradição? (DEUSA OSTARA)


Embora as origens do coelhinho da Páscoa não estão bem definidas, parece que a escolha do coelho como símbolo para comemorar a Páscoa é devido à sua grande capacidade conhecida de procriação, de grande valor simbólico numa festa dedicada à Primavera (no Hemisfério Norte) e à fertilidade da terra.
Na Alemanha, o coelho era o símbolo de uma deusa adorada pelos germânicos e anglo-saxões, Isthar ou Ostara (que deu origem a palavra Ostern: Páscoa, em alemão e Easter, em inglês), cujas ilustrações sempre apareciam as lebres, seus animais preferidos e em sua honra se celebrava uma festa durante o mês de abril. Originalmente esta festa servia apenas para homenagear a deusa teutônica. No século VIII, os anglo-saxões transferiram o nome de Easter também à festa cristã que celebra a Ressurreição de Cristo, adaptando o nome da festa pagã às tradições cristãs.
A partir do século XIX, começaram a fazer bonecos de chocolate e de açúcar na Alemanha, porque começou a circular entre a população  uma lenda de que um coelho foi preso junto ao túmulo de Jesus e presenciou a sua ressurreição. Tendo testemunhado o milagre dizia-se, então, que foi o animal escolhido como o mensageiro para comunicar e lembrar às crianças a boa notícia, distribuindo ovos pintados (vale lembrar que a origem de se esconder ovos na Páscoa também foi adaptado e associado ao calvário sofrido por Jesus).
No Brasil, os primeiros relatos do coelho da Páscoa remontam com a chegada dos imigrantes alemães.

Conheça a lenda de Ostara

Ostara é uma deusa anglo-saxã teutônica da mitologia nórdica e germânica, seu nome significa a Deusa da Aurora, conhecida também como Eostre, Ostera ou Easter, cujo significado é Páscoa.
O primeiro dia da Primavera, que ocorre em 21 de setembro no hemisfério sul e 21 de Março no hemisfério Norte e as festividades que se celebram o equinócio de primavera, relaciona-se com essa deusa.  As celebrações da Páscoa atual tem forte relação com o paganismo. O inicio da primavera marca a volta do Sol e a época do ano em que dia e noite tem a mesma duração depois do inverno. Para os nórdicos temporâneos à adoração de Ostara, era o despertar da Terra com sentimentos de equilíbrio e renovação. Uma das principais tradições desse festival era a decoração de ovos que representa a fertilidade da deusa. Outra tradição muito antiga é a de esconder os ovos e depois achá-los.
Lendas encontradas dão conta de que Ostara tinha uma especial afeição por crianças, porque aonde quer que ela fosse, elas a seguiam e a ela adorava cantar e entretê-las com sua magia.
Um dia, Ostara estava em um jardim com as crianças, quando um pássaro voou sobre elas e pousou na mão da Deusa. Ao dizer algumas palavras mágicas, o pássaro se transformou no animal favorito de Ostara, um colelho. O que, maravilhou as crianças. Com o passar dos dias, as  crianças repararam que o coelho ficara triste com a transformação, pois não mais podia cantar e nem voar. As crianças pediram a deusa que revertesse o encanto. Ela tentou de tudo, mas não conseguiu desfazer o encantamento. A magia estava feita e poderia ser revertida. A deusa decidiu esperar pelo fim do inverno, pois nesta época do ano seu poder diminuía. O coelho assim permaneceu até a chegada da Primavera. Com os poderes no apogeu, Ostara pode transformar reverter a magia e coelho transformou-se novamente em pássaro, durante algum tempo. Agradecido, o pássaro pôs alguns ovos em homenagem a ela. Em celebração à sua liberdade e às crianças, que tinham pedido a deusa para que ele retornasse a sua forma original, o pássaro, pintou os ovos e os distribuiu pelo mundo.
Para lembrar às pessoas de que não podem interferir no livre-arbítrio de alguém, Ostara entalhou a figura de uma lebre na lua, que pode ser vista até hoje por nós.


SIGNIFICADO DAS RUNAS



Para os que ainda não conhecem do que se trata, as Runas são os símbolos do Alfabeto Rúnico, usado pelos povos nórdicos entre o século I e o período da Idade Média. Contudo há indícios de uso desses símbolos há 5.000 a.C. na Índia e em outras localidades. Popularmente o Alfabeto Rúnico é chamado de “Futhark” em razão de suas seis primeiras letras: “Fehu”, “Uruz”, “Thurisaz”. “Ansuz”, “Raidho” e “Kenaz” (F, U, Th, A, R, K). Além do uso como alfabeto, as Runas eram usadas em magia e divinação. Embora o alfabeto seja mais extenso que isso, o uso mais comum de Runas na previsão do futuro é feita com apenas 24 símbolos mais a Runa Branca ou vazia, representando o oráculo ou Odin. Pelo teor de sua simbologia e poder mágico, as Runas são utilizadas em amuletos, sigilos pessoais, traçados mágicos e até mesmo em práticas meditativas.
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Os nomes das Runas atravessaram eras mantendo-se praticamente intactos e é do nome de cada Runa que podemos extrair interpretações à respeito do símbolo. Poemas com Runas na Noruega, Islândia e Anglo-Saxônia, apresentam variações no significado e para facilitar manteremos os significados conforme as tradições germânicas mais comuns, pois o entendimento completo e mais profundo das Runas exige um estudo comparativo com grande foco na percepção da expressão energética e do arquétipo de cada símbolo de forma mais universal do que específica.
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Evidentemente que a previsão do Futuro ou a associação de contextos com o significado das Runas deve ser baseada em experiência e intuição, de forma que os significados podem ser alterados conforme sua própria interpretação mediante cada situação. Portanto, os significados aqui apresentados são uma referência mais abrangente e simples, de forma que não podem ser levados ao pé-da-letra para toda a situação de leitura. Outros significados podem ser atribuídos e acrescentados, conforme o contexto. O significado da leitura se altera conforme a sequência de Runas de cada jogada, tendo as Runas uma influência sobre as Runas próximas, ganhando um significado específico de acordo com a ordem e posição em relação às outras. Podem ser usadas pedras ou cartas. Os símbolos de cada leitura devem ser anotados, pois às vezes o significado daquela jogada poderá lhe fazer sentido somente em outro momento e é importante que você guarde a sequência de símbolos e não só as interpretações.
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FEHU: faz referência à saúde, conforto, bem-estar, prosperidade, fartura, riqueza, bens adquiridos, posses materiais, etc. Quando invertida, refere-se à perdas financeiras e dificuldades.
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URUZ: muitas vezes associada com força, energia, vitalidade e coragem, mas muitas vezes presente em situações financeiras, envolvendo desperdício ou até perda de dinheiro. Quando invertida, pode representar estagnação, mas também a recepção ou acúmulo financeiro.
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THURISAZ: demonstração de um caminho fluído, fácil, assertivo, vitorioso. Indicativo de ação e iniciativa. Quando invertida, pode representar fracasso e barreira, dificuldades em obter êxito, imprecisão ou pressa.
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ANSUZ: é muitas vezes atribuída à pressão externa, no sentido de crítica, fofoca ou intriga. Também é a Runa da comunicação, do conselho e da sabedoria. Quando invertida, demonstra uma comunicação falha, uma palavra falsa ou mentira de alguém com intuito de interferir em seus objetivos.
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RAIDHO: frequentemente tida como símbolo das mudanças, de caminhos abertos à serem percorridos, das transformações e do movimento de tudo. Pode representar viagens, mudança de casa, de atividade profissional e também indicação de notícias que estão por vir. Quando invertida pode ser estagnação e desistência.
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KENAZ: Runa do fogo que à tudo expande e acelera, potencializando outras Runas e situações. Pode ser tida como abertura de caminhos diante de crises e barreiras, soluções, etc. Quando invertida, pode representar a degradação, perdas, inação e, talvez, a necessidade de rever suas ações para recomeçar de forma diferente.
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GEBO: é essencialmente a cruza de dois caminhos em harmonia, podendo representar a união, tanto no amor quanto nos negócios. Também representa a surpresa, o inesperado, a situação de encontro entre as partes que até então eram desconhecidas ou improváveis. Faz menção ao equilíbrio interior. Por sua característica gráfica, não há uma posição invertida à ser considerada.
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WUNJO: marca da felicidade, do prazer, da alegria, satisfação, bem-estar físico e mental. Indica plenitude, prosperidade, tranquilidade e vigor. Quando invertida cobra uma postura contra excessos, requerendo uma visão de maior cuidado pessoal, apesar dos aparentes prazeres que se está tendo. Algumas vezes alerta contra perdas de saúde, outras vezes contra perdas financeiras.
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HAGALAZ: este é o símbolo do equilíbrio, indicando a ponderação de opostos, a mediação de situações seja de forma fácil ou imposta por situações. Indica a necessidade de paciência e aceitação sobre as mudanças e os controles que estão por vir. Nos coloca numa posição de compensação que requer entendimento para que seja melhor aceita. Não possui posição invertida.
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NAUTHIZ: demonstra a intervenção de algum fator externo ou pessoa em nosso caminho, de forma nem sempre negativa, mas sempre trazendo aprendizado e exercitando nossa paciência. Pode ser encarada como tensão, rigor ou cobranças. Pode representar a fragilidade ou incapacidade de avançar nos seus planos ou obrigações. Requer controle sobre a saúde e as finanças. Quando invertida, pode representar o prolongamento da situação em decorrência de teimosia ou fraqueza, sendo sempre uma Runa de cobrança sobre teus erros.
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ISA: esta é a Runa do gelo, que à tudo mantém intacto e perpetuado. Por um lado pode ser positiva, no sentido de manter o que está bem, por outro pode ser uma barreira por demonstrar a continuidade de uma situação negativa. Requer que se espere por momentos mais propícios para a ação ou mudança. Não possui posição invertida.
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GERA: a Runa da recompensa, da colheita. É a demonstração de retorno, de colheita dos frutos plantados. Representa o sucesso em seus objetivos ou o momento de responder por seus erros ou condutas negativas do passado. Frequentemente é associada com retorno financeiro e a chegada do reconhecimento, bem como a conquista de um bem que se pretendia há tempos. Não há posição invertida.
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EIHWAZ: muitas vezes é a indicação de pequenos problemas durante seus objetivos, mas que são facilmente contornáveis, sendo a transformação de uma dificuldade inicial em um benefício. Exige flexibilidade para lidar com detalhes que fazem toda a diferença na hora de cumprir seus planos. Por vezes é conhecida como o símbolo da fenda, no sentido de que através de uma grande barreira há um vão por onde você pode enxergar além, ganhando vantagem onde havia dificuldade. Não possui posição invertida.
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PERDHRO: essencialmente é o símbolo da sorte, do desconhecido, da mudança repentina, do inesperado. Pode ser indicação de conquista de algo que lhe parecia perdido. É também representação do desconhecido, das revelações, da criatividade e insight. Em assuntos emocionais pode representar compatibilidade sexual. Quando invertida pode representar a escassez de comunicação, a mentira, vazamento de um segredo ou uma informação pessoal que acaba por lhe trazer surpresas desagradáveis ou estagnação. Também pode indicar uma decepção com alguém em que você mantinha confiança há tempos. Requer ações mais comedidas para evitar ser enganado.
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ALGIZ: indica conexão espiritual, paz, proteção e vibração positiva, demonstrando a repercussão de tudo isso em torno das situações cotidianas da vida ou em algum assunto específico. Autoriza a pessoa à confiar em seus instintos, pois está numa trilha assertiva e será facilmente alertada sobre problemas à serem evitados durante o caminho ou à direções de sucesso para seus objetivos. Quando invertida aponta para uma vulnerabilidade em diversos sentidos, enfrentando prejuízos e problemas em diversos setores, requerendo fazer recusas sobre o que está ao seu entorno. Frequentemente aponta descontentamento com a vida e possivelmente pode estar sendo usada para os propósitos alheios.
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SOWELU: a Runa do Sol, que traz energia vital e força para tudo. Pode ser encarada como a runa do sucesso, da saúde, do êxito em tudo que se faz. Traz a força necessária para a realização de seus objetivos e o poder para enfrentar os obstáculos. Demonstra sua autonomia, capacidade e afirmação da sua personalidade em tudo que faz. Não possui posição invertida.
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TEIWAZ: Runa de afirmação, do sucesso e da energia. É a indicação de força rumo à seus objetivos. Demonstra esforço, persistência, motivação. Quando interpretadas para mulheres, podem estar se referindo à alguma figura masculina importante delas. Esta é uma Runa de energia masculina. Pode ser a indicação de um novo romance ou a perpetuação de uma relação já existente. Quando invertida, pode ser a perda de uma disputa ou fracasso em relacionamentos amorosos ou de amizade. Indica o bloqueio da energia criativa e dificuldade de comunicação.
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BERKANA: é a essência feminina, representando a fertilidade, crescimento, nascimento, gestação. Em algumas situações é a Runa da família ou do casamento. Representa novidades, novos começos rumo à felicidade. Quando lida para um homem, pode estar à representar uma figura feminina importante do seu convívio, como sua mãe ou esposa. Quando invertida, pode representar conflitos em família ou em relacionamentos amorosos. Em situações muito específicas podem estar indicando problemas que são próprios da saúde feminina. Em caso de gestação pode ser indicação de aborto ou problemas decorrentes disso.
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EHWAZ: esta é a Runa do cavalo, indicando movimento, ação, força e capacidade de ultrapassar obstáculos. Representa mudanças positivas, progresso, acontecimentos. Quando invertida, demonstra sua insatisfação pela estagnação, não sendo necessariamente negativa, mas requerendo que você mude algumas coisas para que volte à estar em movimento.
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MANNAZ: representa essencialmente o ser humano em seus aspectos pessoais e a relação com outras pessoas. Indica comunhão no trabalho, apoio ou sociabilidade, amizades, etc. É indicação de criação, ampliação, agregação. Em resumo é uma facilidade de conexões sociais e pessoais em diversos setores. Quando invertida, demonstra que não receberá apoio ou participação externa. Pode representar um momento de introspecção ou isolamento.
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LAGUZ: simbolismo de percepção, visão sobre as coisas, sexto-sentido, intuição, perspicácia, sabedoria. Por vezes também está associada com seu nível evolutivo. Sob a influência dessa Runa, você está sendo convidado à agir baseado em suas intuições para que faça as melhores ações e evite problemas. Com as capacidades de sexto-sentido aguçadas, você poderá confiar nessa ferramenta. Propícia para situações de aprendizado em um curso, profissão ou outras situações. Quando invertida, aponta sua visão equivocada sobre as coisas ou sua falta de tato, estando tentado à erros por conduta impulsiva.
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INGUZ: o símbolo máximo do convívio social, círculo de amizades, família e coletivos fraternos em geral. Em alguns casos específicos pode representar uma gestação. Pode indicar a chegada de uma nova pessoa, seja num romance, numa amizade ou mesmo um filho, marcando o fim de uma fase anterior. Não existe posição invertida para esta Runa.
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DAGAZ: representa o dia, marca o momento presente, o ponto de mudança. Às vezes é um demonstrativo de esperança, um novo começo, uma guinada. Sob essa Runa, vê-se que as coisas irão progredir à partir de então. Não possui posição invertida.
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OTHEL: muitas vezes associada com o retorno de poder, como no caso de heranças de família ou mesmo o repasse de um cargo de chefia, tem também o sentido de representações, continuidade de uma ideia, trabalho ou característica de outra pessoa através da sua. É uma conversão de poder. Quando invertida, pode representar perdas financeiras, alteração do sucesso por detalhes de confiança ou questões familiares, como perda de propriedades e bens de família, inclusive sob o ponto de vista de heranças.
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RUNA BRANCA (ODIN): esta Runa não possui gráfico. É exatamente uma Runa vazia. Ela é a representação de Odin ou do oráculo. Demonstra que você tem algo à desvendar sobre as questões que se referiu. É uma Runa facultativa no uso da leitura das Runas e foi incluída junto às outras em períodos relativamente modernos. Em alguns métodos de leitura, a aparição desta carta no final de uma sequência indica que a pessoa precisa ponderar as mensagens das Runas iniciais para definir qual será o desfecho da situação, ficando, portando, a última Runa como uma incógnita.
Rodrigo Meyer

Runas (The Elder FUTHARK)


As Runas eram conhecidas como uma forma de escrita, que servia tanto para a comunicação como para fins mágicos. Geralmente, inscritas em pedras num alfabeto antigo, com letras características, utilizadas pelos antigos povos germânicas e pelos próprios vikings, como uma arte divinatória, nos encanamentos e em talismãs rúnicos.
A palavra "runa" significa "sagrado", "segredo" ou "mistério", na língua germânica, vivificada através da tradição runemal. As Runas eram usadas, também, como talismãs para à proteção. Há vários registros arqueológicos da sua utilização, entalhadas em armas, batentes de portas, copos e chifres que eram usados como cálices.
1. A Criação - Aett de Fehu:
O primeiro jogo de 8 Runas representam a criação do mundo, a fertilidade e início da vida. Regido pelo Deus Freyr, diz respeito à realização material e do plano físico.
Fehu (Fêihu) - O gado, a riqueza
Posição normal: riquezas materiais e espirituais, sucesso e vitória.
Invertida: Frustrações, impasses e perda de estima pessoal.
Uruz (Úruz) - O touro bravo, a força
Posição normal: Boa sorte, amadurecimento, determinação e progresso.
Invertida: Oportunidades perdidas, influências negativas e desânimo.
Thurisaz (Thurisáz) - Os espinhos
Posição normal: Proteção de Thor, decisão importante a tomar e entusiasmo.
Invertida: Decisões precipitados, cautela e más notícias.
Ansuz (Änsuz) - Palavras de Odin
Posição normal: Sabedoria, inspiração e conselho dado por pessoa mais velha.
Invertida: Falta de comunicação, futilidade e movimento inútil.
Raidho (Raithô) - A carruagem
Posição normal: Viagem, decisão e progressos em direção às metas da vida.
Invertida: Rompimentos, fracassos e viagens desagradáveis.
Kenaz (Kenaz) - A tocha
Posição normal: Renovação, novos começos e iluminação.
Invertida: Perda de prestígio social ou de posses valiosas, fim de um ciclo.
Gebo (Gueibo) - O presente
Posição normal: União, equilíbrio, bons negócios e amor correspondido.
Invertida: Não tem posição invertida.
Wunjo (Uúnjo) - A alegria
Posição normal: Felicidade, bem estar e transformação para melhor.
Invertida: Infelicidade emocional, crises e perdas afetivas.
2. A Necessidade - Aett de Hagal:
O segundo Aett de 8 Runas, ensina-nos a aprender com as adversidades da vida. Regido pelas forças da natureza e dos elementais, diz respeito ao plano emocional.
Hagalaz (Hagalaz) - O granizo
Posição normal: Precauções, obstáculos, limitações e adiamento dos planos.
Invertida: Essa Runa não tem posição invertida. Símbolo enigmático.
Naudhiz (Nauthis) - A necessidade
Posição normal: Paciência, limitações e cautela em seus planos.
Invertida: Evite a precipitação, controle a raiva e aprenda com a adversidade. Dependendo do material estudado não há posição invertida.
Isa (Ísa) - O gelo
Posição normal: Concentração, saiba esperar o momento oportuno.
Invertida: Essa Runa não tem posição invertida.
Jera (Jéra) - A colheita do ano
Posição normal: Ciclo de colheita e recompensas, alegria e satisfação.
Invertida: Essa Runa não tem posição invertida.
Eihwaz (Éiuaz) - O teixo
Posição normal: Proteção, final de um ciclo e começo de uma nova vida.
Invertida: Essa Runa não tem posição invertida.
Perdhro (Perthro) - Algo oculto
Posição normal: Ganhos inesperados, conhecimentos ocultos e espirituais.
Invertida: Desapontamentos, traições e paciência.
Algiz (Algiz) - A proteção do alce
Posição normal: Viagem, novos caminhos, alegria e progresso.
Invertida: Inquietação, vulnerabilidade e perigos vindos de fora.
Sowelo (Souelú) - O Sol
Posição normal: Auto-realização, regeneração, sucesso e vitória.
Invertida: Essa Runa não tem posição invertida.
3. A Humanidade - Aett de Tyr:
O terceiro Aett de 8 Runas, nos mostra como conduzir a nossa vida. Regido pelo Deus Tyr, o guerreiro que invoca a justiça e diz respeito à realização do plano espiritual.
Tiwaz (Tiuás) - O Deus Tyr
Posição normal: Vitórias, discernimento, honra e justiça.
Invertida: Problemas emocionais e força vital sendo desperdiçada.
Berkana (Bercana) - O vidoeiro
Posição normal: Renovação, nascimento de um bebê ou nova idéia.
Invertida: Confusão. Desânimo, separações e carências.
Ehwaz (Éuaz) - O cavalo
Posição normal: Movimento, mudanças, progresso e lealdade.
Invertida: Saber esperar, evitar ação e mudanças.
Mannaz (Mánaz) - O homem
Posição normal: Integração, confiança e clareza interior.
Invertida: Falta de fé, bloqueios e inimigos ocultos.
Laguz (Lagús) - A água
Posição normal: Fluidez das emoções, intuição e poderes psíquicos.
Invertida: Pensamentos confusos, enganos e fracassos.
Inguz (Ingúz) - A fertilidade
Posição normal: Realização de um sonho, gestação, amor e sexualidade.
Invertida: Essa Runa não tem posição invertida.
Dagaz (Dagaz) - O dia
Posição normal: Prosperidade, mudanças e transformações positivas.
Invertida: Essa Runa não tem posição invertida.
Othila (Ocíla) - A herança
Posição normal: Sabedoria ancestral, propriedade, heranças e notícias de longe.
Invertida: Problemas com propriedade e heranças.
"Nossas escolhas estão baseadas na fé, na vontade e na ação. Somos fruto do passado (Urd), caminhantes do presente (Verdandi), escrito no pergaminho secreto do futuro (Skuld). Somos os responsáveis pela magia de fazermos nossa vida melhor. Abençoados pelas "Norns", as Senhoras do Destino, que tecem cada novo fio de energia que emitimos."

Fonte: Templo de Avalon.